Mulheres são Detidas por Atuar como Isca em Casos de Sequestro

Em uma reviravolta chocante na cena criminal de São Paulo, mulheres foram detidas sob a acusação de desempenhar um papel sinistro como isca em uma série de sequestros.

De acordo com as autoridades policiais, essas mulheres visavam homens frequentadores de casas noturnas e habilmente os convenciam a deixar o local.

O restante do bando operava nas sombras, observando cuidadosamente a situação para executar o plano de sequestro.

A abordagem aterrorizante das vítimas seguia um padrão cuidadosamente planejado.

A dupla de mulheres recebia orientações dos seus cúmplices, que permaneciam do lado de fora das casas noturnas.

Estes observadores alertavam as mulheres sobre a chegada de clientes que estivessem dirigindo carros de luxo ou ostentando itens de alto valor, como relógios caros e roupas de grife.

As mulheres, então, abordavam suas presas, simulando interesse amoroso e envolvendo os homens em conversas sedutoras.

Propunham a ideia de sair dali e, de forma enganosa, indicavam o endereço da casa de uma delas em um bairro nobre, para evitar levantar suspeitas. No entanto, no meio do caminho, o pesadelo se concretizava na forma de sequestro.

O delegado Milton Toschi Junior revelou detalhes perturbadores de um dos casos, onde duas vítimas foram levadas ao cativeiro, onde foram submetidas a torturas e forçadas a realizar transferências financeiras.

Os prejuízos financeiros dessas vítimas variaram entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

De maneira ainda mais perturbadora, as criminosas demonstraram uma audácia espantosa ao retornar a uma das casas noturnas onde já haviam perpetrado o crime, planejando aplicar novamente o mesmo golpe.

No entanto, um dos homens prestes a cair na armadilha percebeu a movimentação suspeita dos criminosos e conseguiu escapar.

Antes da prisão dessa dupla de mulheres, uma outra integrante do grupo criminoso já havia sido detida no local do cativeiro.

Lá, as vítimas eram deixadas em condições desumanas, confinadas em um colchão velho e sujo. Pelo menos duas delas foram obrigadas a realizar transferências bancárias como condição para obterem a liberdade.

A investigação policial aponta que esse grupo sinistro era composto por quatro mulheres e três homens.

Curiosamente, o namorado de uma das mulheres, Beatriz, conhecido como Diego, foi detido junto com os seus cúmplices. Com eles, a polícia apreendeu um revólver, celulares roubados e relógios, possivelmente pertencentes às vítimas.

A polícia agora se concentra em descobrir se esse bando cruel fez outras vítimas em suas atividades criminosas.

No entanto, até o momento, nenhum advogado de defesa das suspeitas foi localizado para comentar sobre o caso.

 

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