Em um marco histórico, o Banco Central do Brasil revelou na segunda-feira (7) a tão aguardada primeira moeda digital do país, nomeada de “Drex”.

Este lançamento, que simboliza um passo audacioso em direção à modernização do sistema financeiro nacional, está programado para ocorrer no final de 2024.

Ao contrário das criptomoedas voláteis que têm desafiado as normas tradicionais, o Drex foi concebido para manter uma paridade fixa de valor com o real brasileiro.

Cada unidade de Drex será igual a R$ 1, estabelecendo uma relação confiável e estável entre a moeda digital e a física.

Marcando a Identidade do Drex

O Banco Central não apenas batizou sua criação digital, mas também forneceu um profundo significado por trás do nome:

O “D” se refere ao digital, o “R” representa a moeda real, o “E” simboliza a natureza eletrônica da moeda, enquanto o “X” incorpora a modernidade e a conectividade, além de ecoar a última letra do Pix, o sistema de transferência instantânea lançado em 2020.

Ao contrário de outras moedas digitais, como o Bitcoin e o Ethereum, cujos valores são instáveis e podem ser afetados por forças de mercado, o Drex está configurado para manter sua estabilidade.

Sua emissão e regulação estarão sob o controle do Banco Central, proporcionando uma sensação de segurança e confiabilidade, diferentemente das criptomoedas descentralizadas que carecem de respaldo de uma autoridade financeira.

Os detentores de Drex não interagirão diretamente com a moeda digital.

Em vez disso, eles a acessarão por meio de carteiras virtuais vinculadas a instituições de pagamento, como bancos e correspondentes bancários.

Os usuários depositarão o equivalente em reais nessas carteiras e poderão realizar transações com a versão digital da moeda.

Na prática, o Drex operará como um parente próximo do Pix, mas com finalidades e escalas de valores distintas.

Enquanto o Pix é geralmente utilizado para transações comerciais e obedece a limites de segurança, o Drex poderá ser empregado para adquirir ativos maiores, como imóveis, veículos e até mesmo títulos públicos.

A trajetória do Drex não está isolada.

A medida que o mundo testemunha avanços tecnológicos, o número de bancos centrais empenhados na exploração de moedas digitais próprias saltou significativamente.

Mais de 130 bancos centrais, representando 98% do PIB global, estão explorando essa possibilidade, revelando uma mudança fundamental no panorama financeiro global.

Com previsões de lançamento até o final de 2024, a introdução do Drex está alinhada com a crescente digitalização do sistema financeiro.

À medida que o Brasil embarca nessa jornada, a moeda digital Drex se destaca como um passo corajoso em direção a um futuro monetário mais conectado e eficiente.