Ministro Juscelino Filho é envolvido em escândalo

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, contratou com dinheiro público seu piloto de avião particular e o gerente de seu haras, localizado em Vitorino Freire (MA), com salários de R$ 10,2 mil e R$ 7,8 mil, respectivamente.

Ambos estavam nomeados em seu gabinete na Câmara dos Deputados, mas foram mantidos nos cargos pelo seu suplente, Dr. Benjamin de Oliveira (União Brasil-MA), aliado político que não possui haras nem avião.

Pedro Pereira Bringel Filho, tio do ministro, também foi contratado pelo suplente para substituir a advogada Mara Bringel, esposa de Juscelino, durante o período em que o ex-deputado se licenciou do cargo para integrar o primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre 2021 e 2022, Juscelino ainda empregou no gabinete a própria tia.

O ministro afirmou em nota que as nomeações foram feitas em conformidade com as regras da Câmara e que os funcionários prestam suas atividades com zelo, profissionalismo e regularidade.

No entanto, a Comissão de Ética Pública está analisando o comportamento do ministro em outro episódio envolvendo mau uso de dinheiro público, quando ele solicitou voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e diárias para ir a São Paulo e participar de leilões de cavalos de raça em janeiro de 2022, alegando compromissos urgentes.

Pressionado pelo União Brasil, partido do ministro, Lula o manteve no cargo.

O haras Luanna, onde estão os cavalos de raça do ministro, é gerenciado por Klennyo Ribeiro, funcionário contratado por Juscelino em 2016 e mantido no cargo por seu suplente.

Em uma entrevista recente, Ribeiro admitiu trabalhar no haras e acompanhar as coisas lá. No entanto, em outra ocasião, ele mudou de versão e afirmou não ter vínculo com o empreendimento e não saber quem era o gerente.

Dr. Benjamin, por sua vez, admitiu que Ribeiro trabalha no haras, mas “às vezes, em outro horário”.

A relação entre Juscelino e Dr. Benjamin parece ser próxima, com o suplente chamando-o de amigo nas redes sociais e afirmando que os dois vão trabalhar juntos pelo Maranhão.

Dr. Benjamin manteve em seu gabinete na Câmara dos Deputados 16 dos 28 funcionários que trabalhavam para Juscelino Filho.

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